terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Discurso Direto e Indireto

O discurso é direto quando são as personagens que falam. O narrador, interrompendo a narrativa, põe-nas em cena e cede-lhes a palavra. Exemplo:
"- Por que veio tão tarde? perguntou-lhe Sofia, logo que apareceu à porta do jardim, em Santa Teresa.
- Depois do almoço, que acabou às duas horas, estive arranjando uns papéis. Mas não é tão tarde assim, continuou Rubião, vendo o relógio;
são quatro horas e meia.
- Sempre é tarde para os amigos, replicou Sofia, em ar de censura."
(Machado de Assis, Quincas Borba, cap. XXXIV)
No discurso indireto não há diálogo, o narrador não põe as personagens a falar diretamente, mas faz-se o intérprete delas, transmitindo ao leitor o que disseram ou pensaram. Exemplo:
"A certo ponto da conversação, Glória me disse que desejava muito conhecer Carlota e perguntou por que não a levei comigo."
Para você ver como fica fácil vou passar o exemplo acima para o discursodireto:
- Desejo muito conhecer Carlota - disse-me Glória, a certo ponto da conversação. Por que não a trouxe consigo?
Veja mais:
Tipos de Discurso
As falas - ou discursos - podem ser estruturadas de duas formas básicas, dependendo de como o narrador as reproduz: o discurso direto e o discurso indireto.
Discurso Direto 
O discurso direto caracteriza-se pela reprodução fiel da fala do personagem.
COISA INCRÍVEIS NO CÉU E NA TERRA
De uma feita, estava eu sentado sozinho num banco da Praça da Alfândega quando começaram a acontecer coisas incríveis no céu, lá para as bandas da Casa de Correção: havia uns tons de chá, que se foram avinhando e se transformaram nuns roxos de insuportável beleza. Insuportável, porque o sentimento de beleza tem de ser compartilhado. Quando me levantei, depois de findo o espetáculo, havia umas moças conhecidas, paradas à esquina da Rua da Ladeira.
- Que crepúsculo fez hoje! - disse-lhes eu, ansioso de comunicação.
- Não, não reparamos em nada - respondeu uma delas. - Nós estávamos aqui esperando Cezimbra.
E depois ainda dizem que as mulheres não têm senso de abstração...
Mário Quintana
As falas do personagem-narrador e de uma das moças, reproduzidas integralmente e introduzidas por travessão, são exemplos do discurso direto. No discurso direto, a fala do personagem é, via de regra, acompanhada por um verbo de elocução, seguido de dois-pontos. Verbo de elocução é o verbo que indica a fala do personagem: dizer, falar, responder, indagar, perguntar, retrucar, afirmar, etc.
No exemplo apresentado, o autor utiliza verbos de elocução ("disse-lhes eu", "respondeu uma delas), mas abre mão dos dois-pontos.
Numa estrutura mais tradicional teríamos:
"... havia umas moças conhecidas, paradas à esquina da Rua da Ladeira. Ansioso de comunicação, disse-lhes eu:
- Que crepúsculo fez hoje!
Respondeu-me uma delas:
- Não, não reparamos em nada."
Discurso Indireto 
O discurso indireto ocorre quando o narrador utiliza suas próprias palavras para reproduzir a fala de um personagem.
No discurso indireto também temos a presença de verbo de elocução (núcleo do predicado da oração principal), seguido de oração subordinada (fala do personagem). É o que ocorre na seguinte passagem.
"Dona Abigail sentou-se na cama, sobressaltada, acordou o marido e disse que havia sonhado que iria faltar feijão. Não era a primeira vez que esta cena ocorria. Dona Abigail consciente de seus afazeres de dona-de-casa vivia constantemente atormentada por pesadelos desse gênero. E de outros gêneros, quase todos alimentícios. Ainda bêbado de sono o marido esticou o braço e apanhou a carteira sobre a mesinha de cabeceira: 'Quanto é que você quer?'"
NOVAES, Carlos Eduardo. O sonho do feijão.
Nesse trecho, temos a fala (discurso) de dois personagens: a do marido ('Quanto é que você quer') e a de Dona Abigail que disse ao marido "que havia sonhado que iria faltar feijão".
Ao contrário da fala do marido, em que o narrador reproduz fielmente as palavras do personagem, a fala de Dona Abigail não é reproduzida como as palavras que ela teria utilizado naquele momento. O narrador é quem reproduz com suas próprias palavras aquilo que Dona Abigail teria dito. Temos aí um exemplo de discurso indireto.
Veja como ficaria o trecho acima se fosse utilizado o discurso direto:
"Dona Abigail sentou-se na cama, sobressaltada, acordou o marido e disse-lhe:
- Sonhei que vai faltar feijão."
Verifique que, ao transformar o discurso indireto em discurso direto, o verbo de elocução (disse) se manteve, o conectivo (que) desapareceu e a fala da personagem passou a ser marcada por sinal de pontuação.
Veja, ainda, que o verbo sonhar, que no discurso indireto se encontrava no pretérito mais-que-perfeito composto (havia sonhado), no discurso direto passa para o pretérito perfeito simples (sonhei), e o verbo ir, que no discurso indireto estava no pretérito (iria), no discurso direto aparece no presente do indicativo (vai).
Repare que o tempo verbal, no discurso indireto, será sempre passado em relação ao tempo verbal do discurso direto. Reproduzimos, a seguir, um quadro com as respectivas relações:
Verbo no presente do indicativo:
- Não bebo dessa água - afirmou a menina.
Verbo no pretérito imperfeito do indicativo:
- A menina afirmou que não bebia daquela água.
Verbo no pretérito perfeito:
- Perdi meu guarda-chuva - disse ele.
Verbo no pretérito mais-que-perfeito:
Ele disse que tinha perdido seu guarda-chuva.
Verbo no futuro do indicativo:
- Irei ao jogo.
Verbo no futuro do pretérito:
Ele confessou que iria ao jogo.
Verbo no imperativo:
- Aplaudam! - ordenou o diretor.
Verbo no pretérito imperfeito do subjuntivo:
O diretor ordenou que aplaudíssemos.

Discurso Indireto Livre
Finalmente, há um caso misto de reprodução das falas dos personagens em que se fundem palavras do narrador e palavras dos personagens; trata-se do discurso direto livre. Observe a seguinte passagem do romance As meninas, de Lygia Fagundes Telles.
"Aperto o copo na mão. Quando Lorena sacode a bola de vidro a neve sobe tão leve. Rodopia flutuante e depois vai caindo no telhado, na cerca e na menininha de capuz vermelho. Então ela sacode de novo. 'Assim tenho neve o ano inteiro'. Mas por que neve o ano inteiro? Onde é que tem neve aqui? Acha lindo a neve. Uma enjoada. Trinco a pedra de gelo nos dentes."
Na forma do discurso direto, teríamos:
"Então ela sacode de novo e diz:
- Assim tenho neve o ano inteiro.
Mas por que neve o ano inteiro?"
Na forma do discurso indireto, teríamos:
"Então ela sacode de novo e diz que assim tem neve o ano inteiro."
Outro Exemplo
Discurso Direto
- Bom dia. Estou procurando um vestido para minha mulher.
- O senhor sabe o número dela?
- Ela é meio gordinha.
- O maior tamanho que temos é 44.
- Acho que é esse o número dela. Ou 44 ou 88.
- Vou apanhar uns modelos para o senhor ver.
Discuro Indireto (conta com o narrador) 
O homem entrou na loja, saudou o vendedor e lhe disse que estava procurando um vestido para sua mulher. O vendedor lhe perguntou o número e ele apenas disse que sua mulher era um pouco gorda, ao que o vendedor respondeu que o maior número que tinham na loja era o 44. O homem afirmou que esse era o número dela, mas que também podia ser o 88. O vendedor saiu e foi buscar alguns modelos para que o homem pudesse vê-los."
Veja mais ainda:
Aí vai tudo o que você precisa saber sobre o assunto, diretamente de um dos maiores gramáticos brasileiros: Celso Cunha:
Discurso direto
Examinando este passo do conto Guaxinim do banhado, de Mário de Andrade:
"O Guaxinim está inquieto, mexe dum lado pra outro. Eis que suspira lá na língua dele - "Chente! que vida dura esta de guaxinim do banhado!..."
verificamos que o narrado, após introduzir o personagem, o guaxinim, deixou-o expressar-se "Lá na língua dele", reproduzindo-lhe a fala tal como ele a teria organizado e emitido.
A essa forma de expressão, em que o personagem é chamado a apresentar as suas próprias palavras, denominamos discurso direto.
Observação
No exemplo anterior, distinguimos claramente o narrador, do locutor, o guaxinim.
Mas o narrador e locutor podem confundir-se em casos como o das narrativas memorialistas feitas na primeira pessoa. Assim, na fala de Riobaldo, o personagem-narrador do romance de Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa.
"Assaz o senhor sabe: a gente quer passar um rio a nado, e passa; mas vai dar na outra banda é num ponto muito mais embaixo, bem diverso do que em primeiro se pensou. Viver nem não é muito perigoso?"
Ou, também, nestes versos de Augusto Meyer, em que o autor, liricamente identificado com a natureza de sua terra, ouve na voz do Minuano o convite que, na verdade, quem lhe faz é a sua própria alma:
"Ouço o meu grito gritar na voz do vento:
- Mano Poeta, se enganche na minha garupa!"
Características do discurso direto
1. No plano formal, um enunciado em discurso direto é marcado, geralmente, pela presença de verbos do tipo dizer, afirmar, ponderar, sugerir, perguntar, indagar ou expressões sinônimas, que podem introduzi-lo, arrematá-lo ou nele se inserir:
"E Alexandre abriu a torneira:
- Meu pai, homem de boa família, possuía fortuna grossa, como não ignoram." (Graciliano Ramos)
"Felizmente, ninguém tinha morrido - diziam em redor." (Cecília Meirelles)
"Os que não têm filhos são órfãos às avessas", escreveu Machado de Assis, creio que no Memorial de Aires. (A.F. Schmidt)
Quando falta um desses verbos dicendi, cabe ao contexto e a recursos gráficos - tais como os dois pontos, as aspas, o travessão e a mudança de linha - a função de indicar a fala do personagem. É o que observamos neste passo:
"Ao aviso da criada, a família tinha chegado à janela. Não avistaram o menino:
- Joãozinho!
Nada. Será que ele voou mesmo?"
2. No plano expressivo, a força da narração em discurso direto provém essencialmente de sua capacidade de atualizar o episódio, fazendo emergir da situação o personagem, tornando-o vivo para o ouvinte, à maneira de uma cena teatral, em que o narrador desempenha a mera função de indicador das falas.
Daí ser esta forma de relatar preferencialmente adotada nos atos diários de comunicação e nos estilos literários narrativos em que os autores pretendem representar diante dos que os lêem "a comédia humana, com a maior naturalidade possível". (E. Zola)
Discurso indireto
1. Tomemos como exemplo esta frase de Machado de Assis:
"Elisiário confessou que estava com sono."
Ao contrário do que observamos nos enunciados em discurso direto, o narrador incorpora aqui, ao seu próprio falar, uma informação do personagem (Elisiário), contentando-se em transmitir ao leitor o seu conteúdo, sem nenhum respeito à forma linguística que teria sido realmente empregada.
Este processo de reproduzir enunciados chama-se discurso indireto.
2. Também, neste caso, narrador e personagem podem confundir-se num só:
"Engrosso a voz e afirmo que sou estudante." (Graciliano Ramos)
Características do discurso indireto
1. No plano formal verifica-se que, introduzidas também por um verbo declarativo (dizer, afirmar, ponderar, confessar, responder, etc), as falas dos personagens se contêm, no entanto, numa oração subordinada substantiva, de regra desenvolvida:
"O padre Lopes confessou que não imaginara a existência de tantos doudos no mundo e menos ainda o inexplicável de alguns casos."
Nestas orações, como vimos, pode ocorrer a elipse da conjunção integrante:
"Fora preso pela manhã, logo ao erguer-se da cama, e, pelo cálculo aproximado do tempo, pois estava sem relógio e mesmo se o tivesse não poderia consultá-la à fraca luz da masmorra, imaginava podiam ser onze horas." (Lima Barreto)
A conjunção integrante falta, naturalmente, quando, numa construção em discurso indireto, a subordinada substantiva assume a forma reduzida.:
"Um dos vizinhos disse-lhe serem as autoridades do Cachoeiro." (Graça Aranha)
2. No plano expressivo assinala-se, em primeiro lugar, que o emprego do discurso indireto pressupõe um tipo de relato de caráter predominantemente informativo e intelectivo, sem a feição teatral e atualizadora do discurso direto. O narrador passa a subordinar a si o personagem, com retirar-lhe a forma própria da expressão. Mas não se conclua daí que odiscurso indireto seja uma construção estilística pobre. É, na verdade, do emprego sabiamente dosado de um e de outro tipo de discurso que os bons escritores extraem da narrativa os mais variados efeitos artísticos, em consonância com intenções expressivas que só a análise em profundidade de uma dada obra pode revelar.
Transposição do discurso direto para o indireto
Do confronto destas duas frases:
"- Guardo tudo o que meu neto escreve - dizia ela." (A.F. Schmidt)
"Ela dizia que guardava tudo o que o seu neto escrevia."
verifica-se que, ao passar-se de um tipo de relato para outro, certos elementos do enunciado se modificam, por acomodação ao novo molde sintático.
a) Discurso direto enunciado 1ª ou 2ª pessoa.
"-Devia bastar, disse ela; eu não me atrevo a pedir mais." (M. de Assis)
Discurso indireto: enunciado em 3ª pessoa:
"Ela disse que deveria bastar, que ela não se atrevia a pedir mais"
b) Discurso direto: verbo enunciado no presente:
"- O major é um filósofo, disse ele com malícia." (Lima Barreto)
Discurso indireto: verbo enunciado no imperfeito:
"Disse ele com malícia que o major era um filósofo."
c) Discurso direto: verbo enunciado no pretérito perfeito:
"- Caubi voltou, disse o guerreiro Tabajara."(José de Alencar)
Discurso indireto: verbo enunciado no pretérito mais-que-perfeito:
"O guerreiro Tabajara disse que Caubi tinha voltado."
d) Discurso direto: verbo enunciado no futuro do presente:
"- Virão buscar V muito cedo? - perguntei."(A.F. Schmidt)
Discurso indireto: verbo enunciado no futuro do pretérito:
"Perguntei se viriam buscar V. muito cedo"
e) Discurso direto: verbo no modo imperativo:
"- Segue a dança! , gritaram em volta. (A. Azevedo)
Discurso indireto: verbo no modo subjuntivo:
"Gritaram em volta que seguisse a dança."
f) Discurso direto: enunciado justaposto:
"O dia vai ficar triste, disse Caubi."
Discurso indireto: enunciado subordinado, geralmente introduzido pela integrante que:
"Disse Caubi que o dia ia ficar triste."
g) Discurso direto:: enunciado em forma interrogativa direta:
"Pergunto - É verdade que a Aldinha do Juca está uma moça encantadora?" (Guimarães Rosa)
Discurso indireto: enunciado em forma interrogativa indireta:
"Pergunto se é verdade que a Aldinha do Juca está uma moça encantadora."
h) Discurso direto: pronome demonstrativo de 1ª pessoa (este, esta, isto) ou de 2ª pessoa (esse, essa, isso).
"Isto vai depressa, disse Lopo Alves."(Machado de Assis)
Discurso indireto: pronome demonstrativo de 3ª pessoa (aquele, aquela, aquilo).
"Lopo Alves disse que aquilo ia depressa."
i) Discurso direto: advérbio de lugar aqui:
"E depois de torcer nas mãos a bolsa, meteu-a de novo na gaveta, concluindo:
- Aqui, não está o que procuro."(Afonso Arinos)
Discurso indireto: advérbio de lugar ali:
"E depois de torcer nas mãos a bolsa, meteu-a de novo na gaveta, concluindo que ali não estava o que procurava."
Discurso indireto livre
Na moderna literatura narrativa, tem sido amplamente utilizado um terceiro processo de reprodução de enunciados, resultante da conciliação dos dois anteriormente descritos. É o chamado discurso indireto livre, forma de expressão que, ao invés de apresentar o personagem em sua voz própria (discurso direto), ou de informar objetivamente o leitor sobre o que ele teria dito (discurso indireto), aproxima narrador e personagem, dando-nos a impressão de que passam a falar em uníssono.
Comparem-se estes exemplos:
"Que vontade de voar lhe veio agora! Correu outra vez com a respiração presa. Já nem podia mais. Estava desanimado. Que pena! Houve um momento em que esteve quase... quase!
Retirou as asas e estraçalhou-a. Só tinham beleza. Entretanto, qualquer urubu... que raiva... " (Ana Maria Machado)
"D. Aurora sacudiu a cabeça e afastou o juízo temerário. Para que estar catando defeitos no próximo? Eram todos irmãos. Irmãos." (Graciliano Ramos)
"O matuto sentiu uma frialdade mortuária percorrendo-o ao longo da espinha.
Era uma urutu, a terrível urutu do sertão, para a qual a mezinha doméstica nem a dos campos possuíam salvação.
Perdido... completamente perdido..."
( H. de C. Ramos)
Características do discurso indireto livre
Do exame dos enunciados em itálico comprova-se que o discurso indireto livre conserva toda a afetividade e a expressividade próprios do discurso direto, ao mesmo tempo que mantém as transposições de pronomes, verbos e advérbios típicos do discurso indireto. É, por conseguinte, um processo de reprodução de enunciados que combina as características dos dois anteriormente descritos.
1. No plano formal, verifica-se que o emprego do discurso indireto livre "pressupõe duas condições: a absoluta liberdade sintática do escritor (fator gramatical) e a sua completa adesão à vida do personagem (fator estético) " (Nicola Vita In: Cultura Neolatina).
Observe-se que essa absoluta liberdade sintática do escritor pode levar o leitor desatento a confundir as palavras ou manifestações dos locutores com a simples narração. Daí que, para a apreensão da fala do personagem nos trechos em discurso indireto livre, ganhe em importância o papel do contexto, pois que a passagem do que seja relato por parte do narrador a enunciado real do locutor é, muitas vezes, extremamente sutil, tal como nos mostra o seguinte passo de Machado de Assis:
"Quincas Borba calou-se de exausto, e sentou-se ofegante. Rubião acudiu, levando-lhe água e pedindo que se deitasse para descansar; mas o enfermo após alguns minutos, respondeu que não era nada. Perdera o costume de fazer discursos é o que era."
2. No plano expressivo, devem ser realçados alguns valores desta construção híbrida:
a) Evitando, por um lado, o acúmulo de quês, ocorrente no discurso indireto, e, por outro lado, os cortes das oposições dialogadas peculiares ao discurso direto, o discursoindireto livre permite uma narrativa mais fluente, de ritmo e tom mais artisticamente elaborados;
b) O elo psíquico que se estabelece entre o narrador e personagem neste molde frásico torna-o o preferido dos escritores memorialistas, em suas páginas de monólogo interior;
c) Finalmente, cumpre ressaltar que o discurso indireto livre nem sempre aparece isolado em meio da narração. Sua "riqueza expressiva aumenta quando ele se relaciona, dentro do mesmo parágrafo, com os discursos direto e indireto puro", pois o emprego conjunto faz que para o enunciado confluam, "numa soma total, as características de três estilos diferentes entre si".
Fonte: Celso Cunha in Gramática da Língua Portuguesa, 2ª edição, MEC-FENAME.

DICIONÁRIO de Semântica


SEMÂNTICA
Semântica é o estudo do sentido das palavras de uma língua.

Na língua portuguesa, o significado das palavras leva em consideração:

SINONÍMIA: É a relação que se estabelece entre duas palavras ou mais que apresentam significados iguais ou semelhantes, ou seja, os sinônimos: Exemplos: Cômico - engraçado / Débil - fraco, frágil / Distante - afastado, remoto.

ANTONÍMIA: É a relação que se estabelece entre duas palavras ou mais que apresentam significados diferentes, contrários, isto é, os antônimos: Exemplos: Economizar - gastar / Bem - mal / Bom - ruim.

HOMONÍMIA: É a relação entre duas ou mais palavras que, apesar de possuírem significados diferentes, possuem a mesma estrutura fonológica, ou seja, os homônimos:

AS HOMÔNIMAS PODEM SER:
HOMÓGRAFAS: palavras iguais na escrita e diferentes na pronúncia. Exemplos: gosto (substantivo) - gosto / (1ª pessoa singular presente indicativo do verbo gostar) / conserto (substantivo) - conserto (1ª pessoa singular presente indicativo do verbo consertar);

HOMÓFONAS: palavras iguais na pronúncia e diferentes na escrita. Exemplos: cela (substantivo) - sela (verbo) / cessão (substantivo) - sessão (substantivo) / cerrar (verbo) - serrar ( verbo);

PERFEITAS: palavras iguais na pronúncia e na escrita. Exemplos: cura (verbo) - cura (substantivo) / verão (verbo) - verão (substantivo) / cedo (verbo) - cedo (advérbio);

PARONÍMIA: É a relação que se estabelece entre duas ou mais palavras que possuem significados diferentes, mas são muito parecidas na pronúncia e na escrita, isto é, os parônimos.
Exemplos: cavaleiro - cavalheiro / absolver - absorver / comprimento - cumprimento/ aura (atmosfera) - áurea (dourada)/ conjectura (suposição) - conjuntura (situação decorrente dos acontecimentos)/ descriminar (desculpabilizar - discriminar (diferenciar)/ desfolhar (tirar ou perder as folhas) - folhear (passar as folhas de uma publicação)/ despercebido (não notado) - desapercebido (desacautelado)/ geminada (duplicada) - germinada (que germinou)/ mugir (soltar mugidos) - mungir (ordenhar)/ percursor (que percorre) - precursor (que antecipa os outros)/ sobrescrever (endereçar) - subscrever (aprovar, assinar)/ veicular (transmitir) - vincular (ligar) / descrição - discrição / onicolor - unicolor.

POLISSEMIA: É a propriedade que uma mesma palavra tem de apresentar vários significados. Exemplos: Ele ocupa um alto posto na empresa. / Abasteci meu carro no posto da esquina. / Os convites eram de graça. / Os fiéis agradecem a graça recebida.

OBS.: Homonímia é a identidade fonética entre formas de significados e origem completamente distintos. Exemplos: São(Presente do verbo ser) - São (santo). Portanto, não confundi-la com polissemia.

Conotação e Denotação:
Conotação é o uso da palavra com um significado diferente do original, criado pelo contexto. Exemplos: Você tem um coração de pedra.

Denotação é o uso da palavra com o seu sentido original. Exemplos: Pedra é um corpo duro e sólido, da natureza das rochas.

ALGUMAS PALAVRAS PARÔNIMAS E HOMÔNIMAS MAIS USADAS:
absolver: inocentar, perdoar
absorver: sorver, consumir, esgotar.
acender: pôr fogo, alumiar
ascender: subir
acidente: acontecimento casual
incidente: episódio, aventura
apreçar: perguntar preço, dar preço
apressar: antecipar, abreviar
aprender: tomar conhecimento
apreender: apropriar-se, assimilar mentalmente
acento: tom de voz, sinal gráfico
assento: lugar de sentar-se
acerca de: sobre, a respeito de
cerca de: aproximadamente
há cerca de: faz aproximadamente
acostumar: contrair hábito
costumar: ter por hábito
afim de: semelhante a, parente de
a fim de: para, com a finalidade de
amoral: indiferente à moral
imoral: contra a moral, libertino, devasso

arrear: pôr arreios
arriar: abaixar, descer
assoar: limpar o nariz
assuar: vaiar, apupar
bucho: estômago
buxo: arbusto
caçar: apanhar animais ou aves
cassar: anular
calda: xarope
cauda: rabo
cavaleiro: aquele que sabe andar a cavalo
cavalheiro: homem educado
cédula: documento, chapa eleitoral
sédula: ativa, cuidadosa (feminino de sédulo)
cela: pequeno quarto de dormir
sela: arreio
censo: recenseamento
senso: raciocínio, juízo claro
cerração: nevoeiro denso
serração: ato de serrar, cortar
cesto: balaio
sexto: numeral ordinal (seis)
chá: bebida
xá: título do ex-imperador do Irã
conserto: reparo
concerto: sessão musical, acordo
coser: costurar
cozer: cozinhar
cheque: ordem de pagamento
xeque: lance de jogo no xadrez
delatar: denunciar
dilatar: alargar, ampliar
desapercebido: desprevinido
despercebido: sem ser notado
descrição: ato de descrever, expor
discrição: reservada, qualidade de discreto
descriminar: inocentar
discriminar: distinguir
despensa: onde se guardam alimentos
dispensa: ato de dispensar
destratar: maltratar com palavras
distratar: desfazer o acordo, o trato
discente: referente a alunos
docente: referente a professores
destinto: que se destingiu
distinto: diverso, diferente
eminente: ilustre, excelente
iminente: que ameaça acontecer
emergir: vir à tona
imergir: mergulhar
emigrar: sair da pátria
imigrar: entrar num país estranho para nele morar
enfestar: exagerar, roubar no jogo, entendiar
infestar: causar danos
esperto: ativo, inteligente, vivo
experto: perito, entendido
espiar: observar, espionar
expiar: sofrer castigo
estático: firme, imóvel
extático: admirado, pasmado
estrato: tipo de nuvem
extrato: resumo, essência
flagrante: evidente
fragrante: perfumado
fluir: correr
fruir: gozar, desfrutar
fusível: aquele que funde
fuzil: arma
incerto: impreciso
inserto: introduzido, inserido
incipiente: principiante
insipiente: ignorante
inflação: desvalorização do dinheiro
infração: violação, transgressão
infligir: aplicar pena
infringir: violar, desrespeitar
intercessão: ato de interceder, de intervir
interseção/intersecção: ato de cortar
laço: nó
lasso: frouxo, gasto, bambo, cansado, fatigado
lista: relação, rol
listra: risca, traço
mal: antônimo de bem
mau: antônimo de bom
mandado: ordem judicial
mandato: procuração
ótico: relativo ao ouvido
óptico: relativo à visão
paço: palácio
passo: passada
peão: aquele que anda a pé
pião: brinquedo
procedente: proveniente, oriundo
precedente: antecedente
prescrito: estabelecido
proscrito: desterrado, emigrado
recrear: divertir, alegrar
recriar: criar novamente
ruço: grisalho, debotado
russo: da Rússia
sexta: numeral
cesta: utensílio de transporte
sesta: descanso depois do almoço
sortir: abastecer
surtir: produzir efeito
tacha: pequeno prego
taxa: tributo
tachar: censurar, pôr defeito
taxar: estipular
tráfego: movimento, trânsito
tráfico: comércio lícito ou não
vadear: passar ou atravessar a pé ou a cavalo
vadiar: vagabundar
vale: acidente geográfico
vale: recibo
vale: do verbo valer
viagem: substantivo: a viagem
viajem: forma verbal: que eles viajem
vultoso: volumoso
vultuoso: atacado de congestão na face
xácara: narrativa popular em verso
chácara: pequena propriedade campestre
Palavras homógrafas: mesma grafia mas com significações diferentes.

Crônica Humorística

Nosso subconsciente trabalha na materialização de nossas crenças. Ele não tem senso de humor. Faz sempre o que acreditamos. Não falha. Dessa forma, o fracasso não existe. Você foi sempre um sucesso! Sua vida é obra sua. Você é responsável por suas experiências. Mesmo aquelas que parecem não depender de você foram atraídas por sua forma de pensar.
As coisas não vão bem? Só colhe infelicidade? É hora de perceber como você consegue fazer isso. Certamente não escolheu a atitude adequada para obter bons resultados. Mudando essa atitude, tudo se modificará.
A vida deseja que você desenvolva seus potenciais de espírito eterno e aprenda a ser feliz. A felicidade é nosso destino e só o bem é verdadeiro. Para nos ensinar isso, a vida programa nossas experiências de acordo com nossas necessidades. Através do resultado dessas experiências conquistamos a sabedoria.
Na queixa há sempre uma justificativa para continuarmos a ser como somos, mas há também uma auto-imagem negativa. Você pensa que não pode fazer nada, que é incapaz e não merece. Conforma-se em ser pobre, em ficar em segundo plano, em pensar primeiro nos outros (“é feio pensar em você primeiro”). Acha que, para você ter, outros terão que dar e perder. Como se Deus fosse pobre e tão limitado que para dar a uns teria que tirar de outros. Esses pensamentos são altamente depressivos e atraem infelicidade.
Seu subconsciente obedece às mensagens que você lhe envia. Você tem todo o poder de criar seu próprio destino. Se deseja viver melhor, reconheça isso.
Faça uma lista de suas crenças e até das frases que costuma dizer. Se puser atenção e for sincera, logo vai perceber quais as crenças que são responsáveis por sua infelicidade. Não pense mais nelas. Esqueça-as. Quanto mais se preocupar em eliminá-las, mais pensará nelas e as alimentará.
Trate de cultivar o oposto. Faça afirmações positivas sempre usando o presente. Exemplo: “Eu sou feliz”, “Tenho muita sorte”, “Minha saúde está cada dia melhor”, etc. Escreva-as e espalhe-as em sua casa, nos lugares onde você possa vê-las constantemente. Repita-as várias vezes por dia.
Mas não se esqueça de pôr emoção nelas, acreditar realmente no que afirmar. Ignore aquela vozinha que lhe diz que não vai funcionar. Não custa nada experimentar.
Lembre-se de que todos os problemas de sua vida foram criados por você. Você foi, é e sempre será um sucesso. Suas escolhas podem ter dado um resultado diverso do que você esperava, mas você conseguiu materializa-las. Refletem o que você crê, e o que você crê seu subconsciente materializa.. Pense nisso.
Crônica Política
Política, uma arte milenar

O tempo é companheiro da esperança. Esta, perdida em horizontes longínquos remonta à memória de um povo sem história. Povo ordeiro, gente simples perdida no anonimato de sua função. Povo esse cuja nobreza de caráter traduz um sentimento de repugnância quando lesado em seus direitos sociais. Esse mesmo povo abomina a política, mas é governado pelos que dela vivem; pouco entende desse sistema neoliberal, mas é a principal vítima dos desequilíbrios da economia.

Tolhido em sua dignidade, tenta compreender o processo de condução do país e a genialidade de seus representantes no ato da manipulação e na defesa de seus interesses eleitoreiros.

Assim, diante de um salário de fome, vai esmerilando seu dia de aço, enxada, papel, carvão,etc. São mãos trabalhadoras, que laboram a terra, enfrentam o trânsito caótico das grandes metrópoles, pendurados por sobre os trilhos, enjaulados dentro dos metrôs; mãos vazias de esperança.Essas vidas não cabem nas convenções, nas assembléias, nos conchavos. E assim, da política só conhece promessas vãs, medíocres, covardes. Promessas que comprometem o seu tempo, o seu presente, o seu sonho.

Para reconstruir esse sonho, vai virando a página da história, tentando resgatar a esperança perdida, adquirindo novas maneiras de encarar esse processo vil, do qual é o principal alvo. Felizmente já consegue questionar teorias tidas como verdades absolutas e organiza novas formas de defesa e convivência social. E dentro do seu espaço, reconstruindo sua história, essa gente conseguirá sobreviver a mais um período eleitoral. Renegará veementemente as maldades camufladas dos candidatos, porque sabe como ninguém, que a guerra pelo poder não tem preço e nessa batalha omite-se a prática de qualquer virtude.

Esse é o povo brasileiro que se une para conspirar contra a politicagem. Para exigir dos candidatos que não violem o mais inviolável dos seus direitos, algo simples e muito nobre, chamado respeito.

Como dizia o imortal Drummond: “O presente é tão grande, não nos afastemos. Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas”


Dalva Dias Magalhães,
Barbacena - MG - por correio eletrônico
Endereço eletrônico:
dalvadm@yahoo.com.br
Literária
Despedida

Quero agradecer a todos os que passaram por este blog desde janeiro de 2002, quando comecei a escrevê-lo. A partir desta data, os amigos, os leitores - fiéis ou ocasionais - e os visitantes esporádicos me encontrarão em
meu novo endereço.

Grande abraço a todos!
Rodrigo Gurgel às 09:59-

20.11.03
Plínio Marcos redivivo

O irreverente, genial e impagável Plínio Marcos está de volta. Em um
belíssimo trabalho de recuperação biblio e iconográfica, os filhos do inesquecível dramaturgo oferecem, na internet, um guia muito bem estruturado para todos os que desejarem conhecer a vida e a obra do autor de Navalha na carne.
Rodrigo Gurgel às 21:20

13.11.03
Três tigres

Três blogs, três universos, três tigres nada tristes:

Carolina Borges e seu
Ciberutopias:

O caos não é o oposto da ordem, o caos nada mais é do que a nossa incapacidade de apreender as ordens singulares e plurais que existem em cada processo, e aí a gente acha que isso é caos e que deve ser negado.

Paulo Avelino e suas
Histórias com começo, meio e fim:

No blogue se zapeia: qualquer pedra no caminho, qualquer associação de idéias e já se está noutro texto ou imagem ou blogue ou sítio. A linearidade, radical na literatura, é substituída por uma quase simultaneidade. A atitude de quem lê um blogue está mais para quem vê um cartaz de propaganda que para quem lê o Henrique VI de Shakespeare.

Finalmente, no
Almocreve das Petas, Masson presta uma justa homenagem ao ensaísta argentino Ezequiel Martínez Estrada, infelizmente desconhecido pelas editoras brasileiras:

Para encontrar lasalida a lastragedias argentinas, deberíamosconocerel mapa de lacárcel donde estamos confinados. Si lotuviéramos, podríamos matar al gendarme. Pero no hay mapas. Quizánisiquierahay gendarmes. Todo lo que nos queda essentarnos a lapuerta de nuestracelda y ponernos a llorar.
Segundo a Imprensa Espanhola e Inglesa, o multimilionário responsável pelo Manchester City pretende juntar Cristiano Ronaldo e Mourinho. Acreditamos que esta seja a sua vontade, mas duvídamos que tenha pernas para andar, sobretudo a situação de Cristiano Ronaldo.

Segundo o que se consta o City está disposto a cometer a loucura de oferecer 23M € anuais a Ronaldo. Mas díficilmente este negócio avançará por dois motivos. Não acreditamos que Ronaldo pretenda reforçar o maior rival do Man. United ( equipa onde alcançou os seus maiores feitos em termos colectivos). Para além disso o internacional português tem uma cláusula de rescisão de mil milhões ( valores impensáveis) e o Real Madrid não estará disposto a facilitar a saída do seu abono de família.

Quanto à situação do técnico português, é bastante diferente. Em Inglaterra adianta-se que Mourinho já terá acordo com a formação inglesa. O acordo será mais fácil de se concretizar, mas será este o desafio ideal depois de uma passagem pelo Real Madrid?

Continuando sobre especulação de mercado, ao que tudo indica o Chelsea está disposto a oferecer 42M € pelo internacional argentino Di Maria.

Quem hoje também é notícia, mas pelos piores motivos é o internacional búlgaro e capitão do Aston Villa, StilyanPetrov a quem foi diagnosticado leucemia. Crónica desportiva deseja-lhe rápidas melhoras.

Hoje Guardiola, surpreendeu a imprensa espanhola ao afirmar que "Raúl é o melhor jogador espanhol de todos os tempos". Estará o leitor de acordo com o técnico do Barcelona?
Desportiva
MundanaCrónica mundana
Sou um homem vulgar daqueles que com demasiada facilidade se maravilha com a beleza de uma mulher. Apenas o meu "estatuto" e a noção de ridículo me impedem de tropeçar enlevado com alguma carinha laroca que se cruze no meu caminho. Digo “carinha laroca” porque, ao contrário do que possa parecer, é pelo charme e beleza da sua cara que uma mulher verdadeiramente seduz. Admito que há atributos mais berrantes, mas após um impacto imediato, sem a uma verdadeira Graça, rapidamente se esvaziam (salvo seja).
Tudo isto para dizer que me desgosta o aspecto daquelas mulheres que se escondem atrás de betumes coloridos com que se entretêm feitas Paulas Regos nas filas de trânsito. Responder-me-ão que uma maquilhagem bem feita, mal se nota. Esse argumento apenas vem reforçar a minha tese: se é para não se notar, para quê mascarar?
Por influência das séries juvenis norte-americanas até a minha filha de oito anos anseia por cremes e pinturas. Ando a tentar convencê-la de que ela é uma privilegiada, que não estrague a sua pele imaculada.
Enfim, na minha modesta opinião, uma cara bonita é uma cara bonita, com as suas marcas de expressão, com sombras e acidentes de percurso até chegar aos olhos onde só um verdadeiro brilho, reflectido por uma alma feliz, pode impressionar o mais empedernido príncipe. A mim parece-me que o resto da traquitana é mero placebo de outras maleitas, ou então um simples entretenimento para engarrafamentos de trânsito, ou atrasar um jantar ou uma cerimónia qualquer. Palavra de admirador.

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publicado por João Távora às 19:47link do post | comentar
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COESÃO E COERÊNCIA

A coesão nada mais é que a ligação harmoniosa entre os parágrafos, fazendo com que fiquem ajustados entre si, mantendo uma relação de significância.
coesão trabalha com a estrutura do texto dissertativo, é parte daquilo que forma os elementos do texto. A coerência, segundo ele, tem relação com as ideias e para ser desenvolvida depende das informações que o candidato carrega ao longo de sua formação acadêmica.
A coesão: é a correta ligação entre os elementos de um texto, que ocorre no interior das frases, entre as próprias frases e entre os vários parágrafos. Pode-se dizer que um texto é coeso quando os conectivos (conjunções, pronomes relativos) e também a preposição são empregados corretamente.
******************************************************************
Quando falamos sobre coerência, nos referimos à lógica interna de um texto, isto é, o assunto abordado tem que se manter intacto, sem que haja distorções, facilitando, assim, o entendimento da mensagem.
A coerência, é fundamental para que o candidato tenha um bom texto. Para isso, a leitura de jornais, revistas e sites informativos é fundamental. A prática também vai permitir que o estudante adquira um conhecimento crítico.
A coerência: diz respeito à ordenação das idéias e dos argumentos. A coerência depende da coesão. Um texto com problemas de coesão terá, provavelmente, problemas de coerência.


verbo ser

Exercícios de gramática do uso da língua portuguesa do Brasil

Unidade 7 – I Ser + adjetivo
Estar + adjetivo Eu sou
Você/ ele/ ela é
A gente é
Nós somos
Vocês/ eles/ elas são
Eu estou
Você/ ele/ ela está
A gente está
Nós estamos
Vocês/ eles/ elas estão
Observações: Verbo ‘ser’ + adjetivo = situações ou estados permanentes ou muito longos. Verbo ‘estar’ + adjetivo = situações ou estados temporários.
Exemplos
Eu sou secretária. (profissão)
Você é casado? (estado civil)
O Canadá é frio. (Quase sempre é frio no Canadá.)
O Brasil é um país tropical. (Nem todas as regiões do Brasil são tropicais, mas no todo, o Brasil é considerado tropical.)
O e-mail dele é renatomotorista@muitoprazerlivro.br (endereços)
O telefone da gente é 8888-8788. (telefones)
Nós somos filhos da Suzana. (membros da família)
Vocês são diretores da WKB? (cargo na empresa)
Eles são nossos amigos. (relacionamentos)
Elas são brasileiras. (nacionalidade)
Eu estou cansada. (Não estou cansada sempre, mas hoje ou estes dias.)
Hoje está quente. (Tem dias que está frio, mas não é sempre.)
Você está ocupado. (Agora, mas não sempre.)
Ele está livre. (Neste momento, depois vai estar ocupado.)
Ela está atrasada. (Hoje ou alguns dias, mas não sempre.)
A gente está adiantada. (Hoje ou alguns dias, mas não sempre.)
Nós estamos bonitas. (Hoje ou alguns dias, mas não sempre)
Vocês estão mais bonitas hoje. (São bonitas e hoje estão mais.)
Eles estão desocupados agora. (Agora, mas não sempre.)
Elas estão arrumadas. (Elas estão vestidas para uma festa agora.)

Exercícios de gramática do uso da língua portuguesa do Brasil

1. Complete as frases com o verbo ser + adjetivo: a. O Paulo, o Jorge e a Carina ___________ gerentes daquela loja de eletro-eletrônicos.
b. Eu ___________ casada.
c. Nós ___________ advogadas.
d. A gente ___________ brasileira.
e. A Luiza ___________ filha da dona Rita.
f. Elas ___________ as minhas amigas da Espanha.
g. Você ___________ o marido da Valquíria?
h. Vocês ___________ canadenses, certo?
i. Eu ___________ divorciado.
j. A Suíça ___________ um país da Europa.
k. O clima do Japão ___________ úmido no verão.
l. As estações do ano ___________ quatro: primavera, verão, outono e inverno.


Extraído
Glaucia Roberta Rocha Fernandes, Telma de Lurdes São Bento Ferreira e Vera Lúcia Ramos www.muitoprazerlivro.com.br www.lexikostraducoes.com.br www.grfassessorialinguistica.com.br

As Três Peneiras...


Olavo foi transferido de projeto.
Logo no primeiro dia, para fazer média com o novo chefe, saiu-se com esta:

- Chefe, o senhor nem imagina o que me contaram a
respeito do Silva. Disseram que ele ...

Nem chegou a terminar a
frase, e o chefe, aparteou:

-Espere um pouco, Olavo. O que vai me contar já passou pelo crivo das Três Peneiras

- Peneiras Que Peneiras, Chefe

- A primeira, Olavo, é a da VERDADE.
Você tem certeza de que esse fato é absolutamente verdadeiro

- Não. Não tenho, não. Como posso saber O que sei foi o que me contaram. Mas eu acho que...

E, novamente, Olavo é interrompido pelo chefe:

- Então sua
história já vazou a primeira peneira.
Vamos então para a segunda peneira que é a da BONDADE.

O que voce vai me contar, gostaria que os outros tambem dissessem a seu respeito

- Claro que não! Deus me
livre, Chefe!
- diz Olavo, assustado.

- Então, - continua o chefe - sua história vazou a segunda peneira.
Vamos ver a terceira peneira, que é a da NECESSIDADE.

Voce acha mesmo necessário me contar esse fato ou mesmo passá-lo adiante

- Não chefe. Pensando desta forma, vi que não sobrou nada do que eu iria contar - fala Olavo, surpreendido.

-Pois é Olavo! Já pensou como as pessoas seriam mais felizes se todos usassem essas peneiras- diz o chefe sorrindo e continua:

- Da próxima vez em que surgir um boato por ai, submeta-o ao crivo das Três
Peneiras:

VERDADE - BONDADE - NECESSIDADE

Antes de obedecer ao impulso de passá-lo adiante, porque:


PESSOAS INTELIGENTES FALAM
SOBRE IDÉIAS

PESSOAS COMUNS FALAM SOBRE COISAS

PESSOAS MESQUINHAS FALAM
SOBRE PESSOAS

Tipos de discursos/ Discurso Poético

Tipos de Discursos Discurso  é a prática humana de construir textos, sejam eles escritos ou orais. Sendo assim, todo discurso é uma pr...